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Campeã olímpica, Tandara fala em nova medalha e novo filho após as Olimpíadas de Tóquio

Jogadora da seleção brasileira de vôlei diz que a filha é sua "maior medalha" e já pensa em um segundo, mas antes quer uma nova medalha nas Olimpíadas de Tóquio



O que um atleta de elite pode querer mais depois de conquistar tudo? Ganhar tudo de novo. Esse é um lema clássico de esportistas que atingem o auge da carreira. Agora, se além de campeã olímpica essa atleta já é uma mãe realizada, o que pode vir na sequência? Uma nova medalha e um novo filho. Ao menos é esse o pensamento da jogadora da seleção brasileira de vôlei Tandara Caixeta. Aos 31 anos, em casa, curtindo a companhia da filha Maria Clara, de 4 anos, e do marido, o ex-jogador Cléber de Oliveira, a campeã olímpica em Londres 2012 falou dos futuros sonhos com o Globoesporte.com.


- Se o Zé (Roberto) ouvir isso, ele vai me matar: primeiro eu estou me dedicando para jogar a Olimpíada de Tóquio. É o trabalho. E a consequência espero que seja, sim, uma medalha para o Brasil e mais uma medalha para a minha carreira. E, depois, com calma, mais tempo, um filho, com certeza, mais para frente, sim, estou pensando - disse Tandara, que passou o Dia das Mães em Osasco, com a família.


O técnico José Roberto Guimarães, porém, pode ficar tranquilo. Os planos de um novo filho não são para 2021. As Olimpíadas de Tóquio foram adiadas e estão com a data da cerimônia de encerramento marcada para 23 de julho. Ou seja, nos planos de Tandara a seleção brasileira não ficará apreensiva com um novo nascimento antes dos Jogos, como ocorreu em setembro de 2015, menos de um ano antes da Rio 2016.


– Na minha vida pessoal, a Maria Clara é minha maior medalha. Com certeza. O voleibol me trouxe meu marido, me trouxe a minha filha. Fico muito feliz e sou completamente realizada com isso. Era o que eu sempre quis na minha vida. Eu pedi a Deus uma família que me desse base e tranquilidade para eu seguir fazendo o meu trabalho. Além disso, tenho uma medalha olímpica de 2012, em Londres. Aquele é o ápice de minha performance, do meu trabalho e fico realizada também, com a minha carreira, com certeza - diz a oposta.


Enquanto as partidas de vôlei não retornam (a Superliga foi encerrada sem um final e a seleção brasileira não tem previsão para se reunir), Tandara segue treinando em casa. Ela começou a quarentena em Amparo, no interior de São Paulo, mas agora está em Osasco, onde mantém sua residência há 15 anos. Lá, mantém a forma pensando nas Olimpíadas que devem começar apenas um ano e dois meses apenas.


- É ruim porque eu treinei quatro anos para isso, né. Aquele frio na barriga, a ansiedade em estar indo, disputando espaço para jogar uma Olimpíada sabendo do meu papel. Claro que eu fiquei triste com o adiamento, mas em outro momento eu pensei: o mundo inteiro está passando por essa dificuldade, então se vai ter que adiar é porque eu não vou ser lesada, não somente eu. Vamos pensar pelo lado positivo: é um ano a mais de treinamento e dedicação. E mesmo em casa estou tendo que me dedicar. Claro que de vez em quando dá uma escorregada, pensa em não treinar, não fazer isso ou aquilo, vou comer isso aqui... Não, não é. Tem que pensar na frente - explica.


- A gente sabe que, para o atleta, um dia parado a gente tem que treinar três para recuperar. É muito difícil essa dedicação dentro de casa. Ainda mais eu que tenho filho. Se quem não tem já é difícil, imagine com quem tem filho. É uma dedicação redobrada. Isso que a gente vai ter que lutar até ter certeza que a Olimpíada vai acontecer. Nesse momento temos que esperar e ter a confiança de que tudo vai dar certo. De que tudo isso vai passar - conclui Tandara.


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