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Por sonho olímpico, brasilienses Tandara e Fabíola buscam título pelo Rio


Superliga Feminina começa nesta terça-feira e, após cinco anos, o torneio não contará com time de Brasília. Mas duas atletas da capital do país no campeonato esperam bom desempenho para garantir espaço na Seleção


A Superliga Feminina de vôlei começa nesta terça-feira (12/11) sem nenhum representante da capital federal. O Brasília Vôlei foi rebaixado na última edição, ao terminar na 11ª colocação, a penúltima da tabela. Acostumados a ver o time candango na elite nos últimos cinco anos, os brasilienses ao menos terão atletas da cidade para se apegar — e logo na mesma equipe. A oposta Tandara e a levantadora Fabíola são os dois principais reforços do Sesc/RJ, do técnico Bernardinho, para voltar a levantar a taça de campeão. O maior vencedor nacional, com 12 títulos, encara um jejum de duas temporadas sem vencer o torneio. 

As duas jogaram juntas pela primeira vez em 2006, no extinto Brasil Telecom, de Brasília. Na época, Tandara estava com apenas 17 anos e disputava a Superliga pela segunda vez antes de despontar nacionalmente pelo Osasco. “A gente sempre se deu muito bem, é uma pessoa de uma áurea muito boa, que ajuda o máximo possível”, elogia Tandara. “Jogar com uma levantadora com a experiência que ela tem acrescenta mesmo que já tenhamos trabalhado algum tempo juntas”, completa.


Naquele período, Fabíola retornava para a cidade natal aos 23 anos, após ter passado por quatro times, incluindo a Força Olímpica, também brasiliense, onde foi revelada em 1998, ainda como ponteira. Ela se tornou levantadora no primeiro clube após sair de Brasília, influenciada justamente por Bernardinho. “Jogar com ele novamente é algo que eu desejo há muitos anos”, diz a levantadora do Sesc/Rio. “O Bernardo trabalha muito com a levantadora, ele foi levantador e eu, mesmo com 36 anos e com toda minha experiência, acredito que posso aprender mais.”


Tandara e Fabíola voltaram a se encontrar no Osasco e na Seleção Brasileira. Agora, aos 31 e 36 anos, respectivamente, o reencontro é no time de Bernardinho – aposta de ambas para se destacarem na temporada que antecede os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020. “Eu vim para o Rio em busca desse crescimento, de ser treinada pelo Bernardo e de oferecer o máximo do que posso”, afirma Tandara. E bastou a pré-temporada para a atacante perceber onde se meteu. “Ele é realmente tudo aquilo que as pessoas tanto falaram de responsabilidade e comprometimento. Está sendo muito importante para mim”. 


O comandante da Seleção Brasileira feminina, José Roberto Guimarães, conhece as duas muito bem. Levou Tandara para as Olimpíadas de Londres-2012, em que o Brasil foi campeão. Na mesma edição, cortou Fabíola. Quatro anos depois, as duas inverteram os papéis. Tandara foi cortada para a Rio-2016, enquanto Fabíola realizou o sonho olímpico, mas viu a equipe brasileira cair nas quartas de final em casa. 


Fabíola destaca que se colocou à disposição de Zé Roberto neste ano, mas empecilhos com a mudança para o Rio a impediram. “Eu não pedi dispensa nem nada, mas demorei muito para arrumar uma babá para ficar com as minhas filhas no Rio”, explica. “Acredito que não tenha fechado as portas na Seleção Brasileira.”

Nesta temporada, porém, foi a vez de Tandara pedir dispensa da Seleção para se recuperar de uma séria lesão no tornozelo esquerdo, sofrida na China pelo Guangdong Evergrande. Agora, sem dores durante os treinos e os jogos, o objetivo é melhorar fisicamente visando as Olimpíadas no ano que vem. Sobre a volta de algumas jogadoras veteranas, como a também oposta Sheilla, a brasiliense é categórica: “Com a disputa de lugares na equipe, quem tende a ganhar é o Brasil por essa competitividade”.

Maternidade favorece evolução


Tandara e Fabíola são as únicas mamães da equipe carioca. Segundo elas, as tarefas que acumulam fora das quadras e a revolução psicológica causada pela chegada das filhas servem de aprendizado para o time. “Tentamos trazer a experiência do amor de ser mãe para o grupo. Antes da maternidade, eu era uma outra pessoa”, diz Fabíola. 


A mãe de Annah Vitória, de três anos e oito meses, e de Andressa, 13, divulgou um vídeo recentemente que flagra a filha mais nova imitando os movimentos da levantadora durante um saque. “Foi uma coisa tão natural, ela nunca tinha feito isso”, comenta a jogadora, que nem liga tanto para redes sociais. O vídeo, porém, foi um dos mais curtidos e comentados no perfil dela. “Não tem jeito, está no sangue. Minha outra filha também está jogando”, completa, sem esconder o orgulho.


A experiência acumulada por Fabíola com a filha mais velha ajuda a outra mãe do time – ainda de primeira viagem. Tandara, que tem apenas Maria Clara, quatro anos, diz que as filhas são assunto frequente entre ela e Fabíola. O convívio entre as meninas também, principalmente quando as levam aos treinos. Mas não são apenas as crianças que se divertem. “É um passatempo para as outras jogadoras do time também, que tiram foto, brincam com elas. É uma oportunidade que elas têm de voltar a brincar de boneca”, observa Tandara.


1ª rodada


19h30 São Paulo x Fluminense

20h00 Valinhos x Praia Clube

Osasco x São Caetano

Curitiba x Sesc/RJ

20h30 Flamengo x Minas

21h00 Pinheiros x Sesi/Bauru

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